Setembro Amarelo
Quando o corpo muda, a mente também sente. Algumas fases da vida da mulher podem mexer muito mais com o emocional do que costumamos admitir, e é sobre isso que vamos falar neste texto.
Na gravidez, nem tudo são flores
Querer muito um bebê não protege ninguém de sentir medo. A gestação pode trazer alegria, mas também insegurança, preocupação, sintomas desconfortáveis e ansiedade sobre o que vem pela frente. Sem falar que as mudanças hormonais resultam em oscilações de humor.
Sentir tudo isso não torna uma mulher menos feliz pela gravidez.
No pós-parto, não nasce só um bebê
Você acabou de ganhar um bebê. Mas também perdeu horas de sono, mudou sua rotina, seu corpo ainda está se recuperando e, de repente, existe alguém que depende de você para absolutamente tudo.
É muita coisa para atravessar.
Na menopausa, o corpo pode virar uma fonte de desgaste
Uma noite mal dormida pode virar cansaço. O cansaço pode virar dificuldade de concentração. A dificuldade de concentração vira irritação. A irritação pode afetar relações, trabalho e autoestima.
É um grande ciclo. Os hormônios fazem parte dessa história, mas não contam a história inteira.
Cuidado com as generalizações
Nem toda ansiedade é hormonal. Nem toda tristeza é menopausa. Nem todo esquecimento é consequência do climatério. E nem todo sofrimento emocional depois do parto é “normal da maternidade”.
Simplificar demais também pode fazer a gente deixar de investigar o que realmente está acontecendo.
Porque o corpo e a mente não vivem em endereços diferentes
Uma mudança no corpo pode afetar o emocional. E o sofrimento emocional também pode aparecer no corpo. Por isso, olhar para um sem olhar para o outro pode deixar uma parte importante da história de fora.
Se algo mudou, não espere chegar ao limite
Falar sobre o que você está sentindo não é exagero. Pedir ajuda não é fraqueza. E nenhuma fase da vida precisa ser atravessada em silêncio.
Cuidar da saúde mental também é cuidar da mulher por inteiro.
Uma mulher inteira, uma fase inteira
Uma mulher ansiosa durante a gestação precisa ser ouvida. Uma mãe exausta no pós-parto precisa ser acolhida. Uma mulher na menopausa que não está se reconhecendo também precisa de espaço para falar sobre isso.
É uma mulher inteira vivendo uma fase inteira da vida. E é assim que o cuidado precisa enxergá-la.
Neste Setembro Amarelo, fica o convite para prestar atenção nas mudanças, inclusive aquelas que parecem pequenas. Às vezes, perguntar “como você está?” é muito mais importante do que tentar encontrar uma explicação rápida.
Responsável Técnica Médica: Dra. Adriana Prato Schmidt, CRM 25372, RQE 17766





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