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O verdadeiro preço da amamentação

27 de set.
2 min de leitura

Quanto custa amamentar? Muita gente responde: “Nada, é de graça.” Mas será mesmo?


A matemática simples que todo mundo faz


A conta costuma ser simples: não compra fórmula, não precisa preparar mamadeira, não precisa gastar com determinados produtos. Dinheiro, portanto, não sai do bolso. Mas a conta real é totalmente diferente.


Quem paga essa conta é o corpo da mulher


Porque quem paga essa conta é o corpo da mulher. É ela que produz o leite. É ela que acorda de madrugada. É ela que alimenta o bebê de 3 em 3 horas. É ela que continua se recuperando do parto enquanto sustenta outra vida.


O preço que começa no corpo


O preço só começa no corpo. A prolactina aumenta. O estrogênio permanece mais baixo. E podem aparecer ressecamento vaginal, queda da libido e alterações no ciclo menstrual.


Ou seja, não é falta de vontade. É fisiologia.


Uma conta que continua subindo


E a conta continua subindo. Tem o sono interrompido, o cansaço, a sobrecarga, os olhares preconceituosos. E tem a liberdade. A rotina passa a girar em torno das mamadas. Sair ou ter algumas horas só pra ela? Tudo exige planejamento.


Amamentar pode ser lindo e exaustivo ao mesmo tempo


Isso não significa que amamentar seja ruim. Pode ser uma experiência linda e, ao mesmo tempo, exaustiva. Uma coisa não anula a outra.


É hora da gente parar de dizer que amamentar “não custa nada”. Custa. E a mãe também precisa ser cuidada nessa conta.


A mãe também existe nessa história


Amamentar pode ser uma experiência incrível. Mas dizer que “não custa nada” é, no mínimo, um equívoco. Existe um custo físico, hormonal e emocional que recai sobre a mulher.


A ginecologista e obstetra Dra. Márcia Teresinha Giacobe (CRM-RS 25268, RQE 16116) reforça a importância de olhar também para a saúde da mãe nesse período: libido, ressecamento, alterações hormonais, sono, cansaço e toda a sobrecarga que pode acompanhar a amamentação.


Reconhecer tudo isso não diminui a importância do aleitamento. Só lembra que, nessa história, a mãe também existe.


Responsável Técnica: Dra. Adriana Prato Schmidt, Médica, CRM 25372, RQE 17766

 
 
 

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