HPV: O que você ainda precisa saber.
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4 de março — Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV.
O HPV ainda assusta. E faz sentido que assuste, afinal, estamos falando de uma das infecções sexualmente transmissíveis mais prevalentes no mundo. Mas existe uma diferença importante entre o medo que paralisa e o cuidado que protege. E é sobre cuidado que queremos conversar.
O que é o HPV?
O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que se transmite por contato sexual e pode infectar tanto mulheres quanto homens. Existem mais de 200 subtipos conhecidos, e alguns deles estão diretamente associados ao desenvolvimento de lesões no colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e garganta.
A infecção é tão comum que a maioria das pessoas sexualmente ativas entra em contato com o vírus em algum momento da vida. O sistema imunológico consegue eliminar a infecção espontaneamente na maior parte dos casos. O problema está nos subtipos de alto risco, que podem persistir e, sem acompanhamento, evoluir para lesões pré-cancerígenas ou câncer.
Como o cenário mudou com a vacinação.
Há alguns anos, as lesões de colo uterino associadas ao HPV eram muito mais frequentes nos consultórios ginecológicos. A vacinação transformou essa realidade.
Segundo a Dra. Adriana Schmidt (CRM 25372 — RQE 17766), a vacina protege contra os subtipos mais associados a lesões e cânceres, com destaque para os tipos 16 e 18, responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo uterino. O resultado dessa estratégia preventiva é visível: redução expressiva de lesões e menor incidência de casos graves.
Meninos também precisam ser vacinados?
Sim. E isso ainda causa muita confusão.
O HPV não é uma questão exclusivamente feminina. Homens também contraem e transmitem o vírus e podem desenvolver lesões associadas à infecção, incluindo câncer de pênis, ânus e orofaringe. A vacinação masculina é parte essencial de uma estratégia coletiva de prevenção e está disponível no calendário vacinal do SUS para meninos de 9 a 14 anos.
E quem já teve HPV? Ainda vale vacinar?
Essa é uma das dúvidas mais comuns no consultório, e a resposta é sim.
Mesmo quem já teve contato com o vírus ou desenvolveu alguma lesão pode se beneficiar da vacinação. Isso porque a infecção por um subtipo não garante imunidade contra os demais. A vacina atua como prevenção secundária, ampliando a proteção contra subtipos com os quais a pessoa ainda não teve contato.
Mas a prevenção vai além da vacina.
A vacinação é o pilar mais importante, mas não é o único. A Dra. Adriana Schmidt reforça que a melhor estratégia de prevenção é combinada:
Vacinação: recomendada antes do início da vida sexual, mas eficaz em outras etapas também.
Exame preventivo (Papanicolau): essencial para a detecção de lesões.
Acompanhamento ginecológico regular: crucial para o monitoramento e a identificação precoce.
Informação sem preconceitos: pois o medo e o silêncio ainda representam barreiras significativas.
Quanto mais cedo essa conversa começa, melhor o desfecho. HPV é comum. Desinformação não precisa ser.
Responsável Técnico Médico: Dra. Adriana Prato Schmidt – CRM 25372 | RQE 17766





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